sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Nunca, como hoje, este desenho de Helena Abreu que, durante muito tempo serviu de logotipo do Hospital Central e Especializado de Crianças Maria Pia e foi capa da sua Revista "Nascer e Crescer", traduziu tão fielmente o que deverá ser o  estado de espírito das crianças do Porto e Norte de Portugal,  ao tomarem conhecimento, pelas noticias mais recentes dos jornais, do encerramento das suas portas ainda antes do final do corrente ano.
Há muito tempo que, quem lá trabalha, previa ser este, o desenlace final.
Há  anos  que o céu desta centenária unidade de saúde se ia encobrindo, tal como acontece na aproximação de uma tempestade. Nos últimos meses já não penetrava um raio de sol....
Pena é, mas entre nós tão frequente, que os mais interessados, utentes e trabalhadores, sejam os últimos a saber e, mais grave, pelos orgãos de comunicação social.......
A sentença estava há muito proferida, a execução da pena, tardou mas não faltou!

Paz à sua alma. Podia e devia ter sido mais digno e  honroso o seu funeral....

Aguardemos que  solução encontrada não seja muito pior que o problema! As CRIANÇAS agradecem....


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Para avivar a memória, confirmar dúvidas  e reforçar a descrença de muita gente sobre a matéria, surgiu no dia 13-11-2011, artigo no JN, com o Título " Governo vai avaliar avanço do Centro Materno-Infantil", onde  é feita referência a uma resposta do Ministério da Saúde ao Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda onde se lê claramente " sendo desejável cumprir os compromissos assumidos no quadro do memorando de entendimento acordado", (com a Troika), " será necessário avaliar a possibilidade de concluir os procedimentos actualmente em curso, em função da disponibilidade  financeira". É referido também que o MS confirmou ao JN que essa decisão é aplicada a todas as grande s obras, entre as quais se inclui o CMIN.
Sendo público que o projecto de 42.2 milhões de euros é financiado pelo CREN em apenas 50%,  pergunto, onde irão desenterrar mais 21.1 milhões, para concluir a obra que entretanto começaram?

Não fosse a notícia já suficientemente perturbadora surge hoje no "Correio da Manhã" mais "lenha para a fogueira":

"Desvio de 428 milhões. Derrapagem milionária na Saúde.
O Ministério da Saúde entregou no Parlamento o documento com as contas para o próximo ano, no qual é possível constatar uma derrapagem de 428 milhões de euros no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Este é o desvio entre a previsão de saldo positivo de 31,9 milhões inscrito por Ana Jorge e o prejuízo de 396 milhões que vai ser apresentado. Isto significa que o buraco do SNS este ano é superior a 1 milhão de euros por dia. Para o próximo ano, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, aponta para um défice de 200 milhões de euros no Serviço Nacional de Saúde, o que representa uma diminuição de quase 50 por cento em relação aos valores de 2011.
No mesmo documento, entregue na Comissão da Saúde, consta a dívida do SNS aos fornecedores, já anunciada pelo próprio ministro, no valor de 3 mil milhões de euros. Os cortes mais significativos no sector da Saúde dizem respeito às despesas com o pessoal – cerca de 164 milhões de euros – e aquisição de medicamentos – 204 milhões de euros".

Será que ainda há crentes?
Não iremos ter, no nosso Porto, mais uma obra inacabada, ou seja, uma estrutura de betão abandonada ao tempo, qual escultura da arte moderna, que "embelazará" as cercanias da MJD?