Para avivar a memória, confirmar dúvidas e reforçar a descrença de muita gente sobre a matéria, surgiu no dia 13-11-2011, artigo no JN, com o Título " Governo vai avaliar avanço do Centro Materno-Infantil", onde é feita referência a uma resposta do Ministério da Saúde ao Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda onde se lê claramente " sendo desejável cumprir os compromissos assumidos no quadro do memorando de entendimento acordado", (com a Troika), " será necessário avaliar a possibilidade de concluir os procedimentos actualmente em curso, em função da disponibilidade financeira". É referido também que o MS confirmou ao JN que essa decisão é aplicada a todas as grande s obras, entre as quais se inclui o CMIN.
Sendo público que o projecto de 42.2 milhões de euros é financiado pelo CREN em apenas 50%, pergunto, onde irão desenterrar mais 21.1 milhões, para concluir a obra que entretanto começaram?
Não fosse a notícia já suficientemente perturbadora surge hoje no "Correio da Manhã" mais "lenha para a fogueira":
"Desvio de 428 milhões. Derrapagem milionária na Saúde.
O Ministério da Saúde entregou no Parlamento o documento com as contas para o próximo ano, no qual é possível constatar uma derrapagem de 428 milhões de euros no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Este é o desvio entre a previsão de saldo positivo de 31,9 milhões inscrito por Ana Jorge e o prejuízo de 396 milhões que vai ser apresentado. Isto significa que o buraco do SNS este ano é superior a 1 milhão de euros por dia. Para o próximo ano, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, aponta para um défice de 200 milhões de euros no Serviço Nacional de Saúde, o que representa uma diminuição de quase 50 por cento em relação aos valores de 2011.
No mesmo documento, entregue na Comissão da Saúde, consta a dívida do SNS aos fornecedores, já anunciada pelo próprio ministro, no valor de 3 mil milhões de euros. Os cortes mais significativos no sector da Saúde dizem respeito às despesas com o pessoal – cerca de 164 milhões de euros – e aquisição de medicamentos – 204 milhões de euros".
Será que ainda há crentes?
Não iremos ter, no nosso Porto, mais uma obra inacabada, ou seja, uma estrutura de betão abandonada ao tempo, qual escultura da arte moderna, que "embelazará" as cercanias da MJD?
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